Estuda, sem pensar. O capital precisa de ti!

sexta-feira, 28 de março de 2008

Boikot - Inés


Hoy me he levantado he visto destrucción
he bajado al parque y solo hay dolor
hoy no sale el Sol solo hay destrucción
Ines, Ines, inesita Ines
Hoy no sale el sol solo hay dolor
Estoy sola en casa, en mi habitación
donde estan mis padres que se les llevó
hoy no sale el Sol solo hay destrucción
Ines, Ines, inesita Ines
Hoy no sale el sol solo hay dolor
Ines, Ines, inesita Ines
Así es el cinismo de la humanidad
cedieron el futuro a la industria militar
hoy no sale el Sol solo hay dolor
Ines, Ines, inesita Ines
hoy no sale el Sol solo hay destrucción
Ines, Ines, inesita Ines
El mundo en que vives es irracional
nada les importa y es muy tarde ya
es muy tarde ya para cambiar
Ines, Ines, inesita Ines
es muy tarde ya para cambiar
Ines, Ines, inesita Ines
Un día llegará mi oportunidad
trabajo por un mundo al que tengo que cambiar
lucho por la paz y la libertad
Ines, Ines, inesita Ines

Contenção

Se a mostarda me chega ao nariz,
fico sem papas na língua
e fica o caldo entornado.

Malha

Os operários das fábricas de confecções
trabalham sempre por amor à camisola.

Anarquia

Quando isto se tornar numa República das Bananas,
vai ser o fim da macacada.

quinta-feira, 27 de março de 2008

A Internacional

A Internacional foi composta em 18 de Junho de 1888 por Pierre Degeyter, operário anarquista de origem belga fixado com a sua família na cidade francesa de Lille. Naquele dia fora oferecido a Degeyter um livro de poemas de Eugéne Pottier, operário francês também anarquista, membro da Comuna de Paris durante a qual foi eleito maire do 2.º Bairro de Paris. Após o sangrento esmagamento da Comuna, em cuja defesa participou, Pottier partiu para o exílio durante o qual escreveria diversos poemas, entre os quais o que viria a constituir a letra de A Internacional. É fundamentalmente a partir de 1896, após a realização do congresso do Partido Operário Francês realizado nesse ano em Lille e durante o qual foi tocado e cantado, que o hino se espalha por toda a França e pela Europa através dos delegados estrangeiros presentes.

A Internacional tornou-se o hino do socialismo internacional revolucionário. Seu refrão: C'est la lutte finale./Groupons-nous et demain/L'Internationale/Sera le genre humain, que, traduzindo livremente, signfica, "Esta é a luta final./Vamos nos juntar e amanhã/O Internacional/Irá envolver toda raça humana" (a tradução mais usual costuma ser:Bem unidos façamos, / Nesta luta final, / Uma terra sem amos /A Internacional). A Internacional foi traduzido para várias línguas.


Mais:

http://www.prato.linux.it/~lmasetti/canzonicontrolaguerra/confronta.php?id=2003&ver=2069&lang=en

http://en.wikipedia.org/wiki/The_Internationale

Carta escrita em 2070

"Estamos no ano de 2070, acabo de completar os 50, mas a minha aparência é de alguém de 85.
Tenho sérios problemas renais porque bebo muito pouca água. Creio que me resta pouco tempo.
Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade.
Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era muito diferente.
Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro com cerca de uma hora.
Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele.
Antes todas as mulheres mostravam a sua formosa cabeleira.
Agora devemos rapar a cabeça para a manter limpa sem água.
Antes o meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira.
Hoje os meninos não acreditam que a agua se utilizava dessa forma.
Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDA DA AGUA, só que ninguém lhes ligava; pensávamos que a agua jamais se podia terminar.
Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aquíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados.
Antes a quantidade de agua indicada como ideal para beber era oito copos por dia por pessoa adulta.
Hoje só posso beber meio copo. A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo; tivemos que voltar a usar os poços sépticos (fossas) como no século passado porque as redes de esgotos não se usam por falta de água.
A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não têm a capa de ozono que os filtrava na atmosfera.
Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados.
As infecções gastrointestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte.
A industria está paralisada e o desemprego é dramático.
As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam-te com agua potável em vez de salário.
Os assaltos por um bidão de agua são comuns nas ruas desertas.
A comida é 80% sintética. Pela ressiquidade da pele uma jovem de 20 anos está como se tivesse 40.
Os cientistas investigam, mas não há solução possível.
Não se pode fabricar agua, o oxigénio também está degradado por falta de arvores o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações.
Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos, como consequência há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações.
O governo até nos cobra pelo ar que respiramos. 137 m3 por dia por habitante e adulto.
A gente que não pode pagar é retirada das "zonas ventiladas", que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar, não são de boa qualidade mas pode-se respirar, a idade média é de 35 anos.
Em alguns países ficaram manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo exercito, a agua tornou-se um tesouro muito cobiçado mais do que o ouro ou os diamantes.
Aqui em troca, não há arvores porque quase nunca chove, e quando chega a registar-se precipitação, é de chuva ácida; as estações do ano tem sido severamente transformadas pelas provas atómicas e da industria contaminante do século XX.
Advertia-se que havia que cuidar o meio ambiente e ninguém fez caso.
Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem descrevo o bonito que eram os bosques, lhe falo da chuva, das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a agua que quisesse, o saudável que era a gente.
Ela pergunta-me: Papá! Porque se acabou a agua?
Então, sinto um nó na garganta; não posso deixar de sentir-me culpado, porque pertenço à geração que terminou destruindo o meio ambiente ou simplesmente não tomámos em conta tantos avisos.
Agora os nossos filhos pagam um preço alto e sinceramente creio que a vida na terra já não será possível dentro de muito pouco porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.
Como gostaria voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto quando ainda podíamos fazer algo para salvar o nosso planeta terra!"
Documento extraído da revista biográfica "Crónicas de los Tiempos" de Abril de 2002.

terça-feira, 25 de março de 2008



V: People should not be afraid of their governments. Governments should be afraid of their people.

quinta-feira, 20 de março de 2008

dois partidos...

"Dois partidos (...), sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes (...) vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, – de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (...)".

Não, o texto acima não se refere ao PS e ao PPD/PSD.

É de Guerra Junqueiro e foi escrito em 1896.

http://resistir.info/

terça-feira, 18 de março de 2008

Doença
Será que comer muitos tubérculos provoca tuberculose?

Violência
Há multidões que têm gente aos pontapés,
e outras que têm gente a dar com um pau.

Claustro
Será que existem monges claustrofóbicos?

Moagem
Ao contrário dos assassinos profissionais,
os moleiros não matam, mas moem.

Poda
Geralmente, os podadores aproveitam o que podam.


ver mais em: HTTP://IRONIADODESTINO.BLOGS.SAPO.PT/

Eles também votam!

Trabalhei uns anos num centro de atendimento a clientes em Ponta Delgada - Açores. Um dia, recebi um telefonema de um sujeito que
perguntou em que horário o centro de atendimento estava aberto.
Eu respondi:
'O número que o senhor discou está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana.'
Ele então perguntou:
'Pelo horário de Lisboa ou pelo horário de Ponta Delgada?'
Para acabar logo com o assunto, respondi:
'Horário do Brasil.'
Ele vota!

ver mais em: http://www.franciscotrindade.blogspot.com/

domingo, 16 de março de 2008

Ahah

http://www.youtube.com/watch?v=FRnGGQWVhUQ&feature=related

"Ai que bem cheiras, que bem cheiras dos sovacos,
as meias rotas e os sapatos descascados,
Nas avenidas ainda fazes os teu engates,
e tudo graças ao perfume Patchouly...
oo oo ooh (4x)

Essas miúdas das escolas secundárias,
com cheiro a leite e o soquete bom a ....,
ficam maradas com o teu charme perfumado,
o teu perfume Patchouly...
oo oo ooh (4x)

Essas míudas das escolas secundárias
já fumam ganzas na paragem do eléctrico,
como essas barbas com + mousse que pentelho,
dobram-se em duas quando estão ao pé de ti...
oo oo ooh (4x)

Porque elas gostam de te ver e cheirar
o teu perfume Patchouly (2x)"

Dizem?
Esquecem.
Não dizem?
Dissessem.

Fazem?
Fatal.
Não fazem?
Igual.

Por quê
Esperar?
- Tudo é
Sonhar

(Fernando Pessoa)

sexta-feira, 14 de março de 2008

"O Fado"

“O mundo verá
os pobres libertos da opressão
esmagando os carniceiros
da burguesia regente”

ou

“1º de Maio
Marchar! Marchar!
Oh soldados da liberdade!
Marchar e destruir
as fronteiras nacionais e a propriedade”


Estes dois excertos não pertencem a nenhuma letra de uma banda anarco-punk mas sim a fados de finais do século XIX/ início do século XX. Estudos recentes demonstraram as origens proletárias do Fado que nesse período era essencialmente uma música das classes trabalhadoras, com grande conotação política, encontrando-se em alguns casos nas suas letras referências a Kropotkin, Bakunin ou Marx.

PELA BOCA MORRE O PEIXE...

Saiu agora para o mercado o livro «Pela boca morre o peixe» (http://www.esferadoslivros.pt) de João Pombeiro, com notáveis citações dos nossos políticos ao longo dos tempos,

http://www.esferadoslivros.pt/images/capas/bigpelabocamorreopeixe.jpg

Aqui vão alguns exemplos:

«Ele disse a Guterres para ir arranjadinho, porque as empregadas domésticas gostam disso. É isso que faço, limito-me a aparecer arranjadinho.» José Sócrates

«Não sou Maria-vai-com-as-outras, mas gosto imenso que elas venham comigo.» Santana Lopes

«Portugal é um oásis, é bom pensar nisso...» JORGE BRAGA DE MACEDO, ministro das Finanças. Diário de Notícias, 28 de Setembro de 1992

«Jardim, queres dinheiro? Vai ao Totta...» CAVACO SILVA, primeiro-ministro. Público, 19 de Julho de 1992

«É preciso continuar a sacar dinheiro da Europa.» MÁRIO SOARES, candidato socialista ao Parlamento Europeu. Público, 18 de Maio de 1999

«Sei que o senhor não é crente, mas tenho as provas irrefutáveis, racionais, positivistas de que Nossa Senhora existe. Que é portuguesa. E que é de Fátima.» PAULO PORTAS, ministro da Defesa, numa reunião com Jorge Sampaio, durante a crise do Prestige. Visão, 27 de Fevereiro de 2003

«Eu sou o princípio e o fim. A vida. Tal como nos Evangelhos.» ALBERTO JOÃO JARDIM, presidente do Governo Regional da Madeira. Público, 30 de Julho de 2001

«Sabe qual é a coisa que nos une? Ambos estamos no negócio da roupa suja. Eu na política, você na lavandaria.» MENDES BOTA, candidato do PSD à Câmara Municipal de Loulé, em conversa com a proprietária de uma lavandaria. O Independente, 5 de Dezembro de 1997

«O poder não é para ser namorado, é sim para ser conquistado. O poder está feito para ser possuído.» MIGUEL VEIGA, advogado e fundador do PSD. Diário de Lisboa, 20 de Março de 1984

«É difícil encontrar no mundo outro lugar onde a mão de Deus e do homem tenham trabalhado com tanta sintonia.» MANUEL DIAS LOUREIRO, presidente do Congresso Nacional do PSD, em visita à Madeira. Público, 9 de Maio de 2004

«Tenho falta de estrutura política, se tivesse essa cultura, que não tenho, poderia ter sido um Fidel Castro da Europa.» OTELO SARAIVA DE CARVALHO, comandante do Copcon. Diário Popular, 30 de Setembro de 1975

«A acusação de isto ser a sede da Liga é falso. Ligas, aqui na câmara, só as que as meninas usam.» VALENTIM LOUREIRO, presidente da Câmara Municipal de Gondomar e da Liga de Clubes de Futebol. A Bola, 19 de Dezembro de 1993

«Acredito piamente na justiça divina. E acredito muito em karmas. Acho que estou aqui a pagar por alguma coisa que familiares meus do passado fizeram.» AVELINO FERREIRA TORRES, presidente da Câmara Municipal de Marco de Canaveses. Grande Reportagem, 1 de Outubro de 2005

«Penso que Mugabe é uma pessoa com os pés assentes na terra, senhor de um grande pragmatismo.» FRANCISCO PINTO BALSEMÃO, ministro-adjunto do primeiro-ministro. A Tribuna, 30 de Abril de 1980

«Não é justo nem razoável que persistam enviesamentos masculinocêntricos tão acentuados nas questões políticas agendáveis.» JORGE SAMPAIO, Presidente da República. Lusa, 8 de Março de 2005

«Engenheiro José Sócrates, vamos vê-lo, um dia, primeiro-ministro?» «Não! Primeiro, porque não tenho o talento e as qualidades que um primeiro-ministro deve ter. Segundo, porque ser primeiro-ministro é ter uma vida na dependência mais absoluta de tudo, sem ter tempo para mais nada. É uma vida horrível e que eu não desejo. Ministro é o meu limite.» JOSÉ SÓCRATES, ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território. Dna, 16 de Setembro de 2000

«Quando se sai do Governo pode sair-se de duas maneiras: queimado ou bronzeado. Eu prefiro a segunda.» PAULO PORTAS, deputado do CDS-PP. Única, 16 de Julho de 2005

«Fechem os olhos e pensem por breves segundos na imagem de Cavaco Silva. Depois, abram-nos e olhem bem para mim e interroguem-se se sou realmente uma ameaça.» ANTÓNIO GUTERRES, primeiro-ministro. 24 Horas, 4 de Outubro de 1999

«Se houvesse um campeonato nacional de autarcas, o major Valentim seria o campeão; e, na Europa, se houvesse um lugar dos campeões para as autárquicas, Gondomar estaria sempre automaticamente qualificado.» DURÃO BARROSO, presidente do PSD. Público, 5 de Novembro de 2001

«Isto do Presidente e do Governo é como marido e mulher na lide da casa. Mesmo que o marido diga isto ou aquilo, na casa é a mulher que manda.» RAMALHO EANES, presidente do Partido Renovador Democrático. Expresso, 17 de Julho de 1987

«Não somos nós que os assustamos, porque estou convencido de que em Portugal se alguém poderia dar garantias aos capitalistas seriam ainda só comunistas!» ÁLVARO CUNHAL, secretário-geral do PCP. Expresso, 19 de Novembro de 1976

http://pimentanegra.blogspot.com/

quinta-feira, 13 de março de 2008

Qual a diferença entre José Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues e José António Camacho?

- O José António Camacho é inteligente e aprende. Sabe tomar decisões...

Desculpe ?!

Para o Partido Socialista, diz Vitalino Canas, não é necessário apontar o que o actual Executivo fez mal durante os três anos, porque, como fez «muitas coisas bem», não se deve «perder tempo» com o que correu mal.

P.S. "não se deve perder tempo com o que correu mal" ??!!??!!

Pensamento do dia

Aquele que ao longo do dia é activo como uma abelha, forte como um touro, trabalha que nem um cavalo e que ao fim da tarde se sente cansado que nem um cão, deveria consultar um veterinário porque é bem possível que seja burro.

"Os Bentos"



terça-feira, 11 de março de 2008

segunda-feira, 10 de março de 2008

domingo, 9 de março de 2008

Resistance films: Chasseurs de Skins


Pelas ruas de Paris................

Memória Subversiva

Memória Subversiva - anarquismo e sindicalismo em Portugal 1888 - 1975. Un
filme de José Tavares e Stefanie Zoch. Nas primeiras décadas do século XX
a ideia anarquista e particularmente o sindicalismo anarquista foram uma
força pujante em Portugal.

mais informação:
http://www.brightcove.tv/title.jsp?title=1423436024&channel=219646953