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terça-feira, 5 de junho de 2007

Cuidado...

"Em Abril de 2006 Mário Machado declarava que desde a fundação da Frente Nacional, dois anos antes, o movimento skinhead em Portugal teria crescido 400%. Baseando-se nas estatísticas do Fórum Nacional, Machado assegura que 49% dos militantes são menores de 21 anos e que já existem 15 mil eleitores do Partido Nacional Renovador [o mesmo que colocou recentemente um cartaz contra a imigração no Marquês de Pombal] que, contudo, aspira chegar aos 50 mil."

Chama-se Skingirls portuguesas: o fascismo com nome de mulher e dá conta de um grupo com uma dimensão filosófica e cultural acima da média, quando o tema são skinheads. Numa entrevista ao Público, em Abril, António Salas dizia que os skins portugueses "são dos mais cultos da Europa. Principalmente as raparigas. Há em Portugal três ou quatro organizações de skingirls ou chelseas. Na sua maioria estudaram na universidade história ou filosofia e têm uma boa formação." Agora, nas páginas a que o DN teve acesso, complementa. "Se alguém dentro do movimento skin português se preocupou em fomentar essa dimensão filosófica e cultural do paganismo ariano, o hitlerismo, ou em definitivo a ideologia neonazi, não foram os homens, mas o pouco conhecido e fascinante movimento skin feminino."



Aqui ficam duas passagens de António Salas, autor do livro "Diário de um Skin" (Dom Quixote), que deve preocupar toda a Sociedade:

- Estamos a assistir a um crescimento destes grupos;
- Há militantes cada vez mais novos, que não sabem viver com a diferença;
- Estas correntes políticas não são frutos do acaso: se calhar, há falhas no nosso ensino que permitem a formação de grupos racistas.

Aqui fica uma opinião respeitadora de todas as perspectivas favoráveis e opostas.

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